Depressão

Oi gente!
Hoje criei coragem para compartilhar algo íntimo que sofro desde os 10 anos de idade e sempre fui covarde para procurar ajuda e tratamento adequado.


Tudo começou quando eu estava ficando mocinha... Tudo evoluiu depressa; com 10 anos eu já tinha seios, muitos pelos, espinhas, pele oleosa e já menstruava (consequências da Síndrome dos ovários policísticos). Quando você estuda em escolha pública de ensino fundamental sabe que o preconceito, discriminação e desrespeito rolam à solta (se era assim na minha época, imagina 14 anos depois).
Meus colegas e amigos eram os primeiros a denegrir minha imagem, até aquelas que se diziam minhas melhores amigas, eram as primeiras a me apelidarem de "gorda", "feia", "baleia - assassina", "porquinho da Tele Sena", dentre outros apelidos maldosos. Até meus professores não gostavam de mim pela minha aparência, exceto uma que sempre me defendeu das brincadeiras de mal gosto dos meus colegas e "amigos" (Ela era acima do peso assim como eu era, talvez deve ter sentido a discriminação que eu sentia na sala de aula).


Na época era zoação para "meus amigos e colegas", para mim era motivo de me odiar, me sentir um lixo, uma pessoa que não merecia viver. Já tentei suicídio por 2 vezes, mas na hora, sempre que eu tentava, vinha no pensamento minha mãe e meu irmão; eu sentia que eles me amavam como eu era e precisavam de mim, acabava desistindo. No mesmo período, quase fui vítima de abuso sexual, mas, pela misericórdia de Deus e por minha mãe sempre ter acreditado em mim e tomados as medidas cabíveis, não virei mais uma triste estatística. Outro acontecimento que ocasionou no surgimento da minha depressão tão novinha. E em 2012, descobri que tinha SOP e a depressão veio severamente, assim no ano de 2014 em que descobri uma traição da pessoa que eu amava e quando meu ex ficou noivo fiquei por meses em depressão, sem sair ou comer (por isso emagreci tão rápido). Por esses motivos, sempre fiquei em casa, nunca sai para lugares bacanas em que a maioria da minha idade já foram (exceto para a escola, igreja ou comprar alguma coisa numa loja e pagar contas). Me acostumei a ficar sozinha, ter pouquíssimos amigos e ficar em casa com minha família.




Depois que perdi meu pai em 2016, tudo piorou... Meu rendimento na faculdade ficou péssimo (ainda continua), tenho dificuldade de reter informações novas,concentrar, exercer raciocínio e fazer novas amizades. Esse "bloqueio" que criei em mim mesma, foi consequência da morte do meu pai. Não foi apenas na faculdade, onde eu moro também. Me considero hoje como uma "antissocial", pois, não consigo abrir espaço para ninguém conversar comigo ou ser meu amigo. E isso me incomoda muito. Além da TPM, tenho problemas emocionais sérios e tristes... Choro por qualquer coisa, seja ela motivada ou não. Me sinto incapaz, inútil, uma pessoa infeliz e vazia. Também me irrito por qualquer coisa (qualquer coisa mesmo), fico desanimada com diversos acontecimentos, outras vezes, fico com muito medo de perder minha família, minha própria vida ou de acontecer momentos de perda das pessoas que amo tanto. Quando as pessoas me vêem, acham que sou esquisita, metida, estranha, aquela que "não sabe conversar direito", tímida, caladona... Mas elas não sabem o que eu passo todos os dias (é um confronto internalmente para aparentar estar bem, sorrir e ser simpática o máximo que eu posso)... Quando saio da faculdade, por diversas vezes já chorei dentro do ônibus para não chorar na presença da minha mãe e irmão em casa. Já chorei por ter estudado tanto para uma matéria e não tirar nem mais do que a metade de pontos que eu merecia porque meu cérebro não conseguia reter informações novas e importantes da disciplina.


Tudo isso me afeta em todas as coisas, por isso, depois de ter uma conversa séria com minha mãe, resolvi procurar ajuda médica. Vou me distanciar de todas as minhas redes sociais e me tratar, porque é uma doença séria na qual pode gerar consequências sérias. Muitos acham que é frescura, mas é uma doença grave que pode causar morte se não tratada. É uma doença no nosso interior, subjetivo e intelecto, eu gosto de dizer que é a doença da alma, pois, quando ela não está bem, o resto não fica bem. Elaborei essa postagem para alertar, contando minha pequena experiência triste e incentivar àqueles que tem o mesmo problema que eu a procurar ajuda e tentarem viver a vida da melhor forma possível.
Saiba mais sobre a Depressão aqui.





Até a próxima!
Beijos. 


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