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15 maio 2018

5 Estágios da perda

Oi gente!
Mais um post meu "abrindo o coração" para você aí do outro lado da tela. Mesmo eu sendo nova, já passei por muita coisa ruim, seja o término de um namoro à morte de um ente muito querido. Eu passei pelos 5 estágios da perda, parece mentira quando falo, mas é verdade... e pelas informações que eu obtive, faz todo o sentido. Por isso, lhe convido a conhecer esses estágios em que eu passei, assim como passam alguns outros seres humanos por aí.


Negação e Isolamento: A pessoa se recusa a aceitar, e para proteger o Ego, ela age normalmente, como se o fato da morte não a afetasse, ou como se morrer fosse algo comum, é o falso positivismo. O isolamento aqui, seria da mente, a pessoa nem sempre se isola das outras.

No meu caso, eu custei a acreditar que meu pai tinha morrido, quando minha mãe me falou naquela manhã de 08 de janeiro, a ficha não tinha caído sabe? Só me dei conta de quando eu estava dentro do ônibus a caminho do velório e enterro. E também quando eu voltei para a casa e percebi que meu pai nunca voltaria para minha família. No quesito isolamento, eu me isolei não só das pessoas como também daquilo que eu mais amava; redes sociais, tirar fotos, amigos e colegas, dentre outros. Foi um momento ruim na qual tomei essas decisões, mas, não tinha explicação sabe?  Apenas aconteceu e me deu vontade de praticá-las.


Raiva: É a fase mais fácil de ser percebida porque a pessoa coloca a culpa em tudo e a todos, está possessa com o fato de não ter controle sobre a própria vida e em ter de aceitar a morte.

Comigo foi idêntico, porque depois que meu pai se foi, eu tomei raiva de todos os meus parentes, vizinhos e amigos. Foi como se eles só estivessem na minha vida por interesse, nada mais que isso. A mesma coisa aconteceu quando terminei meu relacionamento de 4 anos, eu culpava meus pais por interferirem tanto nas minhas decisões e nos "amigos" por me dizerem o que eu deveria ou não fazer. Isso me fez ser cada vez mais indiferente e individualista, eu não precisava de mais ninguém, apenas de Deus e da minha família. Eu tinha raiva das pessoas que aparentavam ter uma vida perfeita e feliz, sendo que a minha estava devastada e infeliz. 



Barganha: Essa fase é geralmente onde a pessoa apela para forças maiores, ou seja, Deus em todas as suas formas dependendo da religião.

Quando terminei meu relacionamento e quando meu pai se foi para sempre, eu me lembro que pedi a Deus que me desse forças para continuar e que cuidasse de mim e da minha família. Sou muito sentimental em tudo que faço, e passar por coisas ruins sempre me abalou intensamente... por isso, quando o "bicho pega" eu recorro à Deus, orações e fé, são os únicos que me consolam. 


Depressão: Aqui há uma entrega, onde se aceita que a morte é inevitável e nada se pode fazer, entretanto há a tristeza e a falta de vontade de viver.

Essa fase me acompanha desde a pré-adolescência e sempre piorou quando eu passava por algum momento difícil. Terminar meu relacionamento recente e perder meu pai foi uma das piores dores que eu pude sentir em toda a minha vida. Eu perdi por um momento a vontade de viver, para mim não fazia sentido... Cheguei uma vez a pedir a Deus que tirasse a minha vida porque eu não tinha coragem para retirá-la, porém, voltei atrás porque pensei em minha mãe e o quanto ela sofreria por perder mais uma pessoa que ela ama tanto. Com ajuda médica e força de vontade, eu consegui controlar a depressão e me sinto um pouco melhor do que antes, acho que é o tempo que nos ajuda a cicatrizar nossas feridas mais profundas.


Aceitação: Tudo termina, tudo tem fim, nada se pode fazer, assim que nascemos começamos a morrer, é uma aceitação positiva da morte, onde se compreende que não compete a pessoa querer viver ou não, e ela aceita as coisas como são.

No final, eu aceitei a morte do meu pai (depois de dois anos) e o fim do meu relacionamento também, compreendi que eu deveria escolher outro caminho e aceitar o que a vida reservou para mim. Foi difícil, já que eu tinha sonhos e queria uma vida perfeita e completa, mas, no final eu compreendi que ninguém é 100% feliz, vai ter sempre algo faltando. 


Até a próxima!
Beijos. 

6 comentários:

  1. Gostei muito do seu post, sei que deve ter sido bem difícil escrever cada palavra, mas não tenho dúvida que irá ajudar por quem está enfrentando o mesmo. Nunca perdi um ente muito próximo, mas, sofri muuuito com o término do meu primeiro relacionamento.

    www.kailagarcia.com

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  2. Oiee!! Olha, ainda não tive nenhuma perda.. estou feliz. Sou bem fraca pra essas coisas e confesso ter um certo medo!

    Beijos da Nah
    www.oxifalei.com.br

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  3. Oi amiga adorei este post ,pois passei por mesmo problema que você ,quando perdi o meu pai com apenas 10 anos de idade ,eu também não entendia a morte ,e ficava perguntando pra eu mesmo porque Deus tinha tirado o meu pai de mim ,é uma sessação muito ruim mesmo .hoje eu entendo como é difícil a perda de um anti querido .bjs

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  4. Ótima reflexão infelizmente temos que ter perdas na nossa vida.
    Beijos
    Jana Makes Esmaltes e Cia
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  5. É muito difícil lidar com isso, mas como disse, no final a gente acaba aceitando e seguindo. É a única certeza que temos, né?

    Beijo!
    Cores do Vício

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